| Ingredientes | Toma Diária: 5 ml Tomas por embalagem: 40 | %VRN |
|---|---|---|
| Passiflora incarnata, Passiflora | 0,0626 g | ** |
| Citrus aurantium, Flor de Laranjeira | 0,0626 g | ** |
| Matricaria chamonilla, Camomila | 0,0626 g | ** |
| Eschsholzia californica, Papoula da Califórnia | 0,05 g | ** |
| Frutooligossacarídeos, FOS | 0,05 g | ** |
| Vitamina B1 | 0,47 mg | 43% |
| Vitamina B2 | 0,47 mg | 34% |
| Vitamina B6 | 0,47 mg | 34% |
| Vitamina B12 | 0,83 mcg | 33% |
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011.
**VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)
Informações Complementares
📋 Modo de usar
Crianças dos 3-5 anos: tomar 5 ml, 2 horas antes de dormir.
Crianças dos 6-12 anos: tomar 15 ml, 2 horas antes de dormir.
A partir dos 12 anos e adultos: tomar 20 ml, 2 horas antes de dormir.
🌿 Composição
Água; Passiflora incarnata, Passiflora- planta – 1.25%; Citrus aurantium, Flor de laranjeira – 1.25%; Matricaria chamomilla, Camomila – flor -1.25%; Eschscholzia californica, Papoula da Califórnia – 1%; Fructoligosacaridos (FOS) – 1%; Edulcorante – Stevia rebaudiana; Conservante – Benzoato de sódio; Aroma; Conservante – Sorbato de potássio; Antioxidante – Galhato de propilo; Vitamina BI (Cloridrato de tiamina) – 0.009%; Vitamina B2 (Fosfato de Riboflavina) – 0.009%; Vitamina B6 (cloridrato de piridoxina) – 0.009%; Vitamina B12 (Cianocobalamina, cobalamina) <0.001.
📍 Importante
Agitar antes de tomar. Não exceder a toma diária recomendada. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Em caso de gravidez ou amamentação a toma deve ser feita sob indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças. Suplemento alimentar. Contém edulcorantes.
Principais Ingredientes
Passiflora
A Passiflora (Passiflora incarnata L.) vulgarmente conhecida como flor-da-paixão é uma espécie da família Passifloraceae. A palavra Passiflora vem da palavra latina passio porque os conquistadores em 1529 descreveram as suas flores com símbolos da paixão de Cristo. Originária da América do Norte é também cultivada na Europa, Ásia, África e Austrália, como planta ornamental e medicinal, bastante usada na fitoterapia contemporânea ocidental. Tradicionalmente usada como coadjuvante no tratamento da ansiedade e insónia, devido às suas propriedades calmantes e sedativas.
Os constituintes químicos das partes aéreas contêm flavonoides como a luteolina, vitexina, isovitexina, apigenina, orientina, quercetina, crisina, benzoflavona e campferol; aminoácidos como o GABA e alcaloides, estimulantes e inibidores da monoaminoxidase.
A Passiflora parece atuar através do aumento dos níveis de GABA no cérebro, reduzindo a atividade de algumas células cerebrais, aportando um efeito relaxante.
Na medicina tradicional europeia, tem sido prescrita com várias indicações como ansiedade, nervosismo, obstipação, dispepsia, infeções menores e insónia.
As propriedades terapêuticas da Passiflora têm sido associadas ao tratamento de manifestações psicossomáticas e transtornos nervosos, distúrbios de sono, palpitações, batimento cardíaco irregular, fibromialgia, alívio de espasmos musculares e controlo da dor. Para além de controlo de convulsões, sintomas de menopausa, défice de atenção e hiperatividade (ADHD) e hipertensão.
Em estudos utilizando modelos animais, a Passiflora demonstrou permitir uma redução da atividade motora espontânea e prolongamento do tempo de sono, assim como demonstrou ter capacidades sedativas, combate à irritabilidade e dificuldades em dormir.
A sua atividade farmacológica resulta da ação sinérgica dos seus constituintes, especialmente os flavonoides (vitexina) e os alcaloides, com função sedativa sobre o sistema nervoso central. É muito usada na regulação do sono, induzindo sono semelhante ao fisiológico, proporcionando qualidade do sono e descanso. Foi demonstrado que alguns flavonoides presentes nesta planta são agonistas parciais dos recetores da benzodiazepina, ou seja ligam-se aos recetores da benzodiapezina no cérebro, explicando a ação sedativa desta planta.
A suplementação com Passiflora é possivelmente segura quando tomada a curto prazo (< 2 meses) e possivelmente insegura quando tomada oralmente em grandes quantidades, estando os seus efeitos ansiolíticos bem documentados. Alguns estudos têm revelado que a Passiflora tem efeitos comparáveis aos das benzodiazepinas (medicamentos ansiolíticos), não causando dependência.
Bibliografia
1. Grundmann O, Wang J, McGregor GP, Butterweck V. Anxiolytic activity of a phytochemically characterized Passiflora incarnata extract is mediated via the GABAergic system. Planta Med. 2008. doi:10.1055/s-0028-1088322
2. Grosso C. Herbal medicine in depression: Traditional medicine to innovative drug delivery. In: Herbal Medicine in Depression: Traditional Medicine to Innovative Drug Delivery. ; 2016:381-431. doi:10.1007/978-3-319-14021-6
3. Yeung KS, Hernandez M, Mao JJ, Haviland I, Gubili J. Herbal medicine for depression and anxiety: A systematic review with assessment of potential psycho-oncologic relevance. Phyther Res. 2018;32:865-891. doi:10.1002/ptr.6033
4. Domínguez F, González-Trujano E, Gallardo JM, Orozco-Suárez S. Antidepressant medicinal plants and compounds used in traditional medicines in North America. In: Herbal Medicine in Depression: Traditional Medicine to Innovative Drug Delivery. ; 2016:381-430. doi:10.1007/978-3-319-14021-6_8
5. Soulimani R, Younos C, Jarmouni S, Bousta D, Misslin R, Mortier F. Behavioural effects of Passiflora incarnata L. and its indole alkaloid and flavonoid derivatives and maltol the mouse. J Ethnopharmacol. 1997;57(1):11-20. doi:10.1016/S0378-8741(97)00042-1
6. Sarris J, Panossian A, Schweitzer I, Stough C, Scholey A. Herbal medicine for depression, anxiety and insomnia: A review of psychopharmacology and clinical evidence. Eur Neuropsychopharmacol. 2011;21:841-860. doi:10.1016/j.euroneuro.2011.04.002
Flor de Laranjeira
É uma árvore citrina com cerca de 5 metros e flores brancas perfumadas, originária do este de África e Síria e cultivada em Espanha, Itália e América do Norte. A sua composição química é responsável pelos seus efeitos promotores de saúde, apresentando elevado teor em vitaminas, minerais, compostos fenólicos flavonoides e terpenoides. Tem sido usada pela medicina alternativa em alguns países, para tratar ansiedade, insónia e como anticonvulsivo, devido ás sua suposta ação depressora sobre o sistema nervoso central. Devido à abundância em metabolitos secundários, óleos essenciais e fitoconstituintes, tem múltiplo potencial terapêutico como citotóxico, ansiolítico, antiobesidade, antibacteriano, antioxidante e antidiabético.
Ensaios clínicos mostram que o extrato da flor de laranjeira pode reduzir a ansiedade pré-operatória, funcionando como alternativa natural a ansiolíticos sintéticos, com boa tolerabilidade.
Bibliografia:
1. Mannucci C, Calapai F, Cardia L, et al. Clinical pharmacology of citrus aurantium and citrus sinensis for the treatment of anxiety. Evidence-based Complement Altern Med. 2018:1-18. doi:10.1155/2018/3624094.
2. Akhlaghi M, Shabanian G, Rafieian-Kopaei M, Parvin N, Saadat M, Akhlaghi M. Citrus aurantium Blossom and Preoperative Anxiety. Brazilian J Anesthesiol. 2011;61(6):702-712. doi:10.1016/s0034-7094(11)70079-4.
Camomila
É uma das plantas medicinais mais populares e versáteis do mundo, amplamente utilizada na fitoterapia tradicional e científica. É constituida por flavonoides (apigenina, luteolina, quercetina) óleos essenciais (camazuleno, alfa-bisabolol), ácidos fenólicos e terpenóides e mucilagens. Estes compostos conferem à planta propriedades calmantes, anti-inflamatórias, digestivas, antiespasmódicas, cicatrizantes e imunomoduladoras. Para além dos conhecidos benefícios em relação à saúde digestiva, respiratória, cardiovascular e imunitária, tem também a capacidade de atuar no sistema nervoso central, promovendo calma, redução do estresse e melhora da qualidade do sono. Também tem impacto na saúde emocional e hormonal por ser capaz de ajudar a reduzir sintomas de ansiedade, irritabilidade e depressão leve.
Estudos exploratórios sugerem que extratos de camomila (Matricaria recutita / M. chamomilla L.) podem apresentar atividade antidepressiva em pessoas com sintomas de ansiedade e depressão. Um outro estudo em mulheres no pós-parto evidenciou que o consumo de chá de camomila melhorou a qualidade do sono e reduziu sintomas depressivos leves.
A atividade ansiolítica e sedativa parece estar associada principalmente aos flavonoides, como a apigenina, que atua como modulador dos receptores GABA-A, semelhante às benzodiazepinas, mas com melhor perfil de segurança.
A camomila é geralmente bem tolerada, com baixo risco de efeitos adversos quando utilizada nas doses habituais em infusões ou extratos.
Bibliografia:
1. Amsterdam JD, Shults J, Soeller I, et al. Chamomile (Matricaria recutita) may provide antidepressant activity in anxious, depressed humans: An exploratory study. Altern Ther Health Med 2012;18:44–49.
2. Mao JJ, Li QS, Soeller I, et al. Long-term chamomile therapy of generalized anxiety disorder: A study protocol for a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. J Clin Trials 2014;4:5.
3. Mao JJ, Xie SX, Keefe JR, et al. Long-term chamomile (Matricaria chamomilla L.) treatment for generalized anxiety disorder: A randomized clinical trial. Phytomedicine 2016;23:1735–1742.
4. Chang SM, Chen CH. Effects of an intervention with drinking chamomile tea on sleep quality and depression in sleep disturbed postnatal women: A randomized controlled trial. J Adv Nurs 2016;72:306–315.
Papoula da Califórnia
É uma planta medicinal nativa da costa oeste dos Estados Unidos, amplamente valorizada na fitoterapia por seus efeitos sobre o sistema nervoso, especialmente em casos de ansiedade, insónia, dor leve e tensão emocional. A planta contém: alcaloides isoquinolínicos (californidina, escholtzina, protopina), flavonoides e carotenoides que têm ação sobre os receptores GABA, serotonina e dopamina. Ajuda no relaxamento e no sono porque atua como sedativo natural suave, sem causar dependência. Reduz a latência do sono (tempo para adormecer) e melhora sua qualidade. É indicada para insónia leve, sono agitado e despertares noturnos. Consegue auxiliar na ansiedade e stress por ter ação ansiolítica, modulando neurotransmissores como GABA e serotonina enquanto alivia sintomas de nervosismo, palpitações, taquicardia emocional e tensão muscular. Tem se mostrado útil na incontinência urinária e enurese noturna já que relaxa a musculatura da bexiga, ajudando a controlar episódios de incontinência e xixi na cama. Tem se mostrado um forte aliado na saúde infantil e pode ser usada com segurança em crianças (com orientação), para hiperatividade, ansiedade leve e dores de crescimento.
Bibliografia:
1. Cheney RH. 1963. Therapeutic potential of Eschscholzia californica herba. Quart J Crude Drugs 3: 413–416.
2. Fleurentin J, Mortier F, Younos C. 1996. Eschscholzia californica Cham. In Encyclopédie des Médecines Naturelles (Phytothérapie-Aromathérapie) Frison-Roche: Paris; 95–99.
FOS (Fruto-oligossacarídeos)
Os Fruto-oligossacarídeos são um dos prebióticos mais estudados, sendo hidrossolúveis e baixos em calorias. Estes vão auxiliar na redução dos níveis de colesterol, inibir o crescimento de bactérias putrefactivas prejudiciais e melhorar a absorção de minerais, como o Cálcio e Magnésio, no intestino. São uma fonte de carbono preferencial para probióticos, aumentando o crescimento da microbiota intestinal benéfica e sendo por isso utilizados como prebióticos funcionais em suplementos alimentares.
Além de efeitos bifidogénicos, a ingestão regular e adequada de FOS apresenta mais valias em problemas associados a distúrbios gastrointestinais, cardiovasculares, obesidade, diarreia, osteoporose, arterosclerose e diabetes tipo 2. Adicionalmente, promove a digestão e o metabolismo da lactose, a reciclagem de substâncias como o estrogénio e a síntese de vitaminas do complexo B e de imunoestimulantes com atividade anti-tumoral.
São conhecidos por estimular a absorção de água e eletrólitos na mucosa intestinal e reduzir a formação de genotoxinas e enzimas que formam carcinogénios no intestino. Atribui-se assim ao seu consumo, a redução do potencial de risco de várias patologias associadas a um elevado nível de bactérias intestinais patogénicas, como as doenças auto-imunes, cancro, acne, cirrose, obstipação, intoxicação alimentar, alergias e intolerâncias alimentares.
Bibliografia
1. Singh SP, Jadaun JS, Narnoliya LK, Pandey A. Prebiotic Oligosaccharides: Special Focus on Fructooligosaccharides, Its Biosynthesis and Bioactivity. Appl Biochem Biotechnol. 2017;183:613-635. doi:10.1007/s12010-017-2605-2
2. Flores-Maltos DA, Mussatto SI, Contreras-Esquivel JC, Rodríguez-Herrera R, Teixeira JA, Aguilar CN. Biotechnological production and application of fructooligosaccharides. Crit Rev Biotechnol. Published online 2016. doi:10.3109/07388551.2014.953443
3. Passos LML, Park YK. Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos. Ciência Rural. 2003;33(2):385-390. doi:10.1590/s0103-84782003000200034
Vitamina B1
A Vitamina B1 ou Tiamina é uma vitamina hidrossolúvel e a sua forma biologicamente ativa, tiamina pirofosfato, é cofator no metabolismo de macronutrientes. Nomeadamente na glicólise e descarboxilação oxidativa dos hidratos de carbono para a normal produção de energia.
Para além disso, esta vitamina, é importante para o adequado funcionamento do sistema nervoso, função cognitiva e cardiovascular. Desempenha importantes funções na função e estrutura dos nervos, intervindo na síntese de mielina e em vários tipos de neurotransmissores, como a acetilcolina e o GABA, atuando como coenzima do sistema nervoso e no metabolismo cerebral – doenças neurodegenerativas, diabetes, distúrbios alimentares e cancro.
Considera-se que a função mais importante da Vitamina B1 é a sua ampla contribuição para o metabolismo energético, como cofator essencial à conversão de hidratos de carbono em glicose, ajudando a fornecer energia às células nervosas, que são as células que mais energia consomem.
Sintomas frequentes da deficiência em B1 incluem beribéri – uma síndrome que compromete o sistema nervoso periférico, a desnutrição, a insuficiência cardíaca, a acidose láctica, a neuropatia periférica, a ataxia e alterações oculares, progredindo para distúrbios e perda de memória e/ou psicose.
Sinais desta síndrome também se revelam ao nível do cabelo, que se torna mais fino e também alterações ungueais, que melhoram substancialmente com a suplementação desta vitamina, pelo que está presente em diversos produtos para cabelo e unhas.
Esta vitamina é encontrada naturalmente em alimentos como a carne de porco e vaca, espinafres, pão e cereais integrais ou frutos secos7, sendo que um adulto consegue armazenar cerca de 30 g no tecido muscular, fígado e rins.
Também pode ser produzida pela microflora do intestino delgado, órgão responsável pela sua absorção. Daí que algumas situações que afetam o trato gastrointestinal possam acarretar risco de deficiência em B1, tal como alcoolismo, VIH ou cirurgia bariátrica.
Para além disto, outras situações de risco para a sua deficiência incluem desnutrição que poderá ser devida a reduzida ingestão, perda aumentada ou comprometimento da sua absorção, que poderão existir em cenários clínicos como insuficiência cardíaca, renal ou inanição.
A deficiência de Tiamina também pode ocorrer em pessoas com obesidade, pela má qualidade da alimentação, consumo excessivo de alimentos açucarados e/ou consumo inadequado de cereais integrais e legumes. Daí que um reforço dos níveis de Tiamina possa ser útil no tratamento de pessoas com excesso de peso.
Em súmula, o aporte adequado de Tiamina contribui para o normal metabolismo produtor de energia, para o funcionamento do sistema nervoso, função cognitiva e memória. Tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico e melhorar a capacidade do corpo para resistir a condições de stress.
Bibliografia:
1. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
2. Carpenter KJ. The discovery of thiamin. Ann Nutr Metab. 2012. doi:10.1159/000343109
3. Lonsdale D. Thiamin. In: Advances in Food and Nutrition Research. ; 2018. doi:10.1016/bs.afnr.2017.11.001
4. Manzetti S, Zhang J, Van Der Spoel D. Thiamin function, metabolism, uptake, and transport. Biochemistry. 2014. doi:10.1021/bi401618y
5. Collie JTB, Greaves RF, Jones OAH, Lam Q, Eastwood GM, Bellomo R. Vitamin B1 in critically ill patients: Needs and challenges. Clin Chem Lab Med. 2017. doi:10.1515/cclm-2017-0054
6. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14
7. Chawla J, Kvarnberg D. Hydrosoluble vitamins. In: Handbook of Clinical Neurology. ; 2014:896-914. doi:10.1016/B978-0-7020-4087-0.00059-0
8. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
9. Kerns JC, Arundel C, Chawla LS. Thiamin De fi ciency in People with Obesity. Adv Nutr. 2015;6:147-153. doi:10.3945/an.114.007526.
Vitamina B2
A Riboflavina é um nutriente essencial, atuando como coenzima em diversas funções, nomeadamente no metabolismo produtor de energia, para além da sua capacidade de proteção antioxidante.
Pode ser encontrada em ovos, lacticínios, carne magra e vegetais verdes.
A sua carência é mais prevalente em países subdesenvolvidos, contudo, atletas, pessoas com cancro, doença cardíaca congénita, hipotiroidismo, gravidez/amamentação, idade avançada, alimentação vegetariana, doença hepática ou renal, infeções prolongadas, medicação com determinados antidepressivos (tricíclicos) e antibióticos (tetracíclicos) ou consumo excessivo de álcool, têm maior risco de carência. O défice em Vitamina B2 tem implicações na eficácia de outras vitaminas, pois as flavoenzimas estão diretamente ligadas ao seu metabolismo, nomeadamente da vitamina B12, B9, B3, B6, K e D, afetando ainda a absorção de Ferro, o metabolismo do triptofano, disfunção mitocondrial, do trato gastrointestinal e cerebral.
Consequências incluem: dor de garganta, hiperemia, edema oral e das membranas mucosas, queda de cabelo, cataratas, enxaqueca, anemia, dermatite seborreica e comprometimento da função nervosa.
A vitamina B2 atua como antioxidante contra o stress oxidativo, especialmente contra a peroxidação lipídica e lesão oxidativa de reperfusão, podendo atuar no ciclo da glutationa ou outros mecanismos de reforço do efeito de outros antioxidantes, como a vitamina C.
Existe, ainda, interesse no papel que a Riboflavina desempenha na determinação das concentrações de homocisteína, fator de risco de comprometimento cognitivo, complicações de gravidez e doença cardiovascular, sugerindo os estudos que esta poderá inibir a progressão de AVC e proteger o tecido cerebral de lesões isquémicas.
Quando necessária, a sua suplementação com 5 a 10 vezes a dose diária recomendada é apropriada, não devendo, no entanto, ser prolongada por potencial fotorreativo.
O aporte adequado de Riboflavina contribui para a manutenção de visão, pele, mucosas e glóbulos vermelhos normais, bem como para o bom funcionamento do sistema nervoso e redução do cansaço e da fadiga.
Bibliografia:
1. Ashoori M, Saedisomeolia A. Riboflavin (vitamin B2) and oxidative stress: A review. Br J Nutr. 2014;111:1985-1991. doi:10.1017/S0007114514000178
2. Powers HJ. Riboflavin (vitamin B-2) and health. Am J Clin Nutr. 2003;77:1352-1360. doi:10.1093/ajcn/77.6.1352
3. Thakur K, Tomar SK, Singh AK, Mandal S, Arora S. Riboflavin and health: A review of recent human research. Crit Rev Food Sci Nutr. 2017;57(17):3650-3660. doi:10.1080/10408398.2016.1145104
4. Bosch AM. Riboflavin. In: Principles of Nutrigenetics and Nutrigenomics: Fundamentals of Individualized Nutrition. ; 2019. doi:10.1016/B978-0-12-804572-5.00037-9
Vitamina B6
A Vitamina B6 (Piridoxina) é há muito considerada um cofator enzimático de relevo na síntese de neurotransmissores (triptofano), mantendo em bom estado a função cerebral. Para além de ser essencial na formação de serotonina e norepinefrina, de grande influência no humor, e para a formação de melatonina, que ajuda na regulação do ciclo do sono.
Mais recentemente, é considerada também um poderoso antioxidante de elevada importância para o bem-estar das células, protegendo-as contra o stress oxidativo.
Esta vitamina contribui para a regulação da atividade hormonal e formação normal de glóbulos vermelhos, para a síntese da cisteína e da homocisteína e para o adequado funcionamento do sistema imunitário, nervoso e função cognitiva.
Para além de ser importante no desenvolvimento e manutenção da pele, estando também presente em vários produtos para o cabelo e unhas, tendo demonstrado melhorias na aparência dos mesmos.
Esta vitamina intervém no normal metabolismo de proteínas, glicogénio e na produção de energia, contribuindo para a redução do cansaço e da fadiga.
Pode ser obtida da carne, lacticínios, feijões, frutos secos, batatas e variadas frutas e legumes. Por isso, a sua carência é rara em países desenvolvidos, contudo poderá ocorrer em utilizadoras de contracetivos orais e outros fármacos, fumadores, alcoólicos, celíacos ou diabéticos.
Baixos níveis de Vitamina B6 estão associados a aumento do risco de doença cardiovascular e cancro, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Estudos publicados demonstram que a inflamação e doenças inflamatórias estão associadas a reduções dos níveis plasmáticos desta vitamina até 50% e que a suplementação melhora parâmetros imunológicos.
O aporte adequado de Vitamina B6 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e função psicológica, para o sistema imunitário, para a regulação da atividade hormonal e síntese normal da cisteína e da homocisteína. Para além disso, tendo um papel relevante no metabolismo produtor de energia e para a formação de glóbulos vermelhos. A Vitamina B6 contribui para a redução do cansaço e da fadiga e para a manutenção do cabelo, pele e unhas normais.
Bibliografia
1. Mooney S, Leuendorf JE, Hendrickson C, Hellmann H. Vitamin B6: A long known compound of surprising complexity. Molecules. 2009;14:329-351. doi:10.3390/molecules14010329
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3. Coburn SP, Slominski A, Mahuren JD, Wortsman J, Hessle L, Millan JL. Cutaneous metabolism of vitamin B-6. J Invest Dermatol. 2003. doi:10.1046/j.1523-1747.2003.12034.x
4. Ueland PM, McCann A, Midttun Ø, Ulvik A. Inflammation, vitamin B6 and related pathways. Mol Aspects Med. 2017;53:10-27. doi:10.1016/j.mam.2016.08.001
Vitamina B12
A vitamina B12 é essencial para a formação das células sanguíneas, prevenindo a anemia megaloblástica, uma doença causada pela deficiência de vitamina B12.
Além disso, a vitamina B12 também é fundamental para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central, e para o metabolismo das proteínas e dos carboidratos dos alimentos, ajudando a manter uma boa disposição física e mental.
A ingestão adequada de vitamina B12 ajuda no desempenho de algumas funções no organismo, incluindo:
•Ajudar a manter a saúde do coração, uma vez que níveis adequados da vitamina B12 no organismo pode impedir o aumento dos níveis de homocisteína no sangue, um aminoácido que, em grandes quantidades, está relacionado com doenças cardiovasculares;
• Evitar a anemia megaloblástica, pois a vitamina B12 participa da formação das células sanguíneas, ajudando no transporte de oxigênio e nutrientes para as células. Entenda o que é e como tratar a anemia megaloblástica;
• Melhorar a disposição física e mental, pois a vitamina B12 auxilia no metabolismo dos carboidratos, ajudando a manter a energia no organismo;
• Manter a saúde dos neurônios, visto que a vitamina B12 participa da formação e manutenção das funções das células do sistema nervoso central.
Bibliografia:
1. Hodgkin DC, Kamper J, Mackay M, Pickworth J, Trueblood KN, White JG. Structure of vitamin B12. Nature 1956;178(4524):64–6.
2. Carmel R. Biomarkers of cobalamin (vitamin B-12) status in the epidemiologic setting: a critical overview of context, applications, and performance characteristics of cobalamin, methylmalonic acid, and holotranscobalamin II. Am J Clin Nutr 2011;94(1):348S–58S.
3. Caudill MA, Miller JW, Gregory JF, Shane B. Folate, choline, vitamin B12, and vitamin B6. In: Stipanuk MH, Caudill MA, editors. Biochemical, physiological, and molecular aspects of human nutrition. St. Louis, MO: Elsevier; 2013. p. 565–609.
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5. Miller JW, Garrod MG, Allen LH, Haan MN, Green R. Metabolic evidence of vitamin B-12 deficiency, including high homocysteine and methylmalonic acid and low holotranscobalamin, is more pronounced in older adults with elevated plasma folate. Am J Clin Nutr 2009;90(6):1586–92.










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